quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mészáros para celebrar o 4º ano do Blog







Na comemoração deste 4º ano de existência, quem fizer um comentário neste post respondendo como esse livro vai contribuir em sua formação,  estará concorrendo a um exemplar, cujo resultado será divulgado sexta-feira (14-12).


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"O ensaio que dá título a este volume foi escrito por István Mészáros para a conferência de abertura do Fórum Mundial de Educação, realizado em Porto Alegre, em 2004. Nesse texto, o professor emérito da Universidade de Sussex afirma, entre outras coisas, que a educação não é um negócio, é criação. Que educação não deve qualificar para o mercado, mas para a vida. Na sessão inaugural do ginásio Gigantinho, enfatizou o sentido mais enraizado da frase `a educação não é uma mercadoria`”. 
Ivana Jinkings 

Mészáros discute como pensar a sociedade tendo como parâmetro o ser humano. Exige a superação da lógica desumanizadora do capital, que tem no individualismo, no lucro e na competição os seus fundamentos. Sustenta que a educação deve ser sempre continuada, permanente, ou não é educação. 

Defende a existência de práticas educacionais que permitam aos educadores e alunos trabalharem as mudanças necessárias para a construção de uma sociedade na qual o capital não explore mais o tempo de lazer, pois o que as classes dominantes impõem é uma educação para o trabalho alienante, com o objetivo de manter o homem dominado. Já a educação libertadora teria como função transformar o trabalhador em um agente político, que pensa, age, e usa a palavra como arma para transformar a realidade. 

Pensando na construção da ruptura com a lógica do capital, Mészáros reflete nas páginas deste livro sobre algumas questões essenciais: Qual o papel da educação na construção de um outro mundo possível? Como construir uma educação cuja principal referência seja o ser humano? Como se constitui uma educação que realize as transformações políticas, econômicas, culturais e sociais necessárias? 

Os direitos autorais desta, e de toda a obra de Mészáros no Brasil, foram doados para o Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra, o MST. 

Sobre o autor
Nascido em 1930, na Hungria, com doze anos e meio Mészáros já trabalhava como operário em uma fábrica de aviões de carga, tendo que mentir a idade em quatro anos para isso. Começou a trabalhar como assistente de Georg Lukács em 1951, e seria indicado como seu sucessor na universidade de Budapeste, mas a invasão soviética de 1956 forçou-o a sair do país. Vive hoje na Inglaterra. Sua experiência como trabalhador e estudante na Hungria “socialista” foi determinante para a compreensão da educação como forma de superar os obstáculos da realidade. 

Fonte: Boitempo Editorial




Seu comentário neste post, pode lhe presentar com um exemplar desta obra

ps.: não esqueça de acompanhar o blog nos próximos dias para saber se você terá que enviar seus dados de correspondência.

8 comentários:

João Arlindo disse...

Acho que nessa obra Mészáros consegue materializar e continuar mto de Marx, não só sobre uma concepção de educação socialista como de uma consciência política de esquerda que se contraponha a lógica de internalização para o capital !! atingir o grau de indivíduo social e superar a lógica do indivíduo isolado, é estar disposto ao enfrentamento e isso carece de fundamentação contra os ditames do estado enquando mediador direto da burguesia e capital egoísta !!! Saudações a todos que tem como moral interna a luta utópica porém concreta pela real humanização coletiva do homem contra a irreformável e incorrigível lógica desumanizadora do capital !! Abraçs

Weberson Barbosa disse...

Ainda não tive a oportunidade de fazer uma análise profunda sobre a obra, mas sendo o sortudo ganhador da mesma, prometo voltar aqui com uma contribuição salutar sobre a mesma. E é claro, munido de valorosos elementos do pensamento de Mészáros para levar para a vida toda! Abraços

Weberson Barbosa

Flavia Dayana disse...

Simplesmente porque vai me orientar em minhas reflexões/intervenções sobre a educação, a cultura, a sociedade, a vida. É uma obra fundamental para todo/a professor/a se localizar diante do que é a escola nesta sociedade, neste tempo histórico e a partir daí se posicionar.

Marcos Augusto Franco de Almeida disse...

Gostaria de parabenizá-lo pelo blog professor Sérgio e dizer que ferramentas desse tipo auxiliam bastante (pelo menos no meu modo de ver, um recém formado como eu) seja na maneira de pensar e principalmente nas ações futuras dentro e fora da escola.

Ana Flávia Tavares de Melo disse...

Professor Sérgio, fiquei instigada em falar sobre esta educação transformadora, debatemos bastante isso na faculdade,no entanto a realidade é muito contraditória, penso que para ter uma educação que realmente interfira na realidade devemos primeiro consientizar os alunos(neste caso estou referindo ao ensino médio pois, tive mais contato),porque a noção deles é fechada, a maioria só pensa em terminar o ensino médio e trabalhar e pronto.Outro ponto que vale salientar é que todo mundo ta esperando demais, cada um deve fazer a sua parte no seu ambiente e aos poucos haverá uma transformação, então penso que somente discutir e ler inumeras obras sobre capitalismo e Karl Marx,dentre outros autores e não praticar o mínimo, não é válido!

João Arlindo disse...

Respondendo a um pouco da inquietação da Ana Flávia, a educação no viés socialista, entendido aqui o Mészáros, não acredita que a educação vá transformar a educação e realidade social por si só(mas a conscientização pela educação crítica é vital para isso), primeiramente porque a própria educação em nosso capitalismo modernizado está subsumida a lógica do capital e boa parte do alunado (mesmo o do ensino médio) esta preso a esse pensamento hegemônico, de que a educação serve SOMENTE pra reprodução direta e submissa do capital burguês(textos sobre alienação do indivíduo social são bons pra entender isso). Minha sugestão pra vc Ana Flávia é ir nas fontes marxistas como Dermeval Saviani em sua obra Escola e Democracia e Pedagogia Histórico-crítica pra entender melhor o que o pensamento marxista entende como educação transformadora, sua avaliação de educação transformadora pelo marxismo tá rasa. Concluo que em uma educação socialista existe o pensamento de formar o indivíduo que se inconforme e aja pelos movimentos sociais contra a estrutura que em diversos âmbitos do trabalho e da política estatal, arrebentam com a vida dele na educação pública, trabalho e mtos mtos outros ...

Sergio de Almeida Moura disse...

João Arlindo, Ana Flávia T. Melo...

o marxismo só se torna algo teórico quando não é compreendido à luz do real e aí, talvez não seja o marxismo, mas a ausência dele.

É verdade sim, que muito do conhecimento resvala nas barreiras do teoricismo, mas se quisermos fazer revolução na educação, necessitamos fazer revolução em nossa forma de pensar, ver e agir no mundo.

Não é possível revolução onde não haja contestação da injustiça e da desigualdade entre os homens. A prática é o critério de toda e qualquer verdade, portanto, é por ela que transformamos a maneira como as pessoas enxergam as idéias.

Conscientizar os jovens é uma tarefa pra ontem, mas antecipo, é uma tarefa complexa que demanda reconhecimento de incapacidade momentânea, porque nem sempre conhecemos os jovens, não sabemos como pensam e porque pensam. Muitas pessoas e entre elas, muitos educadores, concebem jovens idealizados, como as vezes se concebe as crianças, ou seja, espera-se que todas sejam iguais, comportem-se igualmente e não sejam 'indisciplinadas', independente do lugar social, familiar, econômico, cultural de onde vem.

Os jovens não são iguais e hoje, mais que há 10 anos atrás, nossa juventude pensa e reage diferentemente aos estímulos da lógica vigente. Há inúmeras alterações postas no campo da sociabilidade juvenil que passa pela música, pela afetividade, pelos relacionamentos e por um conjunto de diversas outras questões que os afetam.

Mas é preciso avançar para o momento de proposição a partir dos dados da realidade, de uma leitura social crítica de como ser possível orientar e educar a juventude para um mundo onde as oportunidades anunciadas (oficiais) exigem qualificação (conhecimento técnico) específica.

- Perguntar mais que responder;
- Se inconformar com a sociedade e com o estado burguês;
- Não ignorar as diferenças e abolir o preconceito;
- Valorizar as pessoas e usar as coisas;
- Questionar toda injustiça e lutar pelo justo;

São algumas ações que se espera das pessoas numa outra sociedade. A educação é um lugar onde pode ser possível, contribuir para formar pessoas com essas orientações para novas práticas. Para isso, a educação física não pode se limitar a entregar um objeto qualquer que seja e, sem nenhuma finalidade ou intencionalidade promover o laissez faire.

O debate está aberto!

João Arlindo disse...

Concordo com a formulação do professor Sérgio, e vou citar aqui uma breve análise minha a respeito do que o Dermeval Saviani(1988) entende por educação revolucionária ou histórico crítica, superando a visão escolanovista de educação tranformadora, apregoada principalment pelo Paulo Freire. Para o autor(SAVIANI), uma educação por si só não transforma a realidade social, mas é impossível realizar mesmo as mais micros transformações do cotidiano de um professor, sem ter em mente que devemos articular os conhecimentos clássicos da humanidade pra o aluno da escola pública, principalmente historicizar e apresentar a luta de classes e contradização dentro desse processo. Concluindo, a educação tem papel de auxiliar no processo de transformação a partir da consciência crítica do aluno pelo Saber Objetivo, Mas sempre considerando que o professor é limitado pela realidade política da qual vivemos (capitalista e emburguesada de educação, voltada somente ao trabalho alienado ao lucro).